domingo, 28 de abril de 2013

Poster de Aves da Amazônia


Formato 50 x 70cm em papel couchê 250g e laminação fosca.

A Reserva Rio das Furnas apresenta, com grande satisfação, o Poster Aves da Amazônia. Resultado das expedições aos biomas brasileiros, é o terceiro publicado pela Reserva. O primeiro foi Aves da Floresta Atlântica e o segundo, Aves do Pantanal.

Como nas edições anteriores, as fotos são de Renato Rizzaro, que também tratou as imagens; Gabriela Giovanka fez a revisão bibliográfica e Vítor Piacentini, a revisão científica. O apoio institucional é da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental - SPVS.

A impressão gráfica é primorosa e foi executada em policromia, com a utilização de retícula estocástica em equipamento Heidelberg, tendo como base o papel couchê 250g e aplicação de laminação fosca na parte frontal, o que dá maior durabilidade à obra.
Todos tem exatamente o mesmo formato, ou seja, 50 x 70cm.

Araçaris da família Ramphastidae

Aves raríssimas com registros somente no Parna Viruá, em Caracaraí (RR).

Pscitacidae em detalhes primorosos

O Galo-da-serra ganhou destaque merecido na composição

Novidade desta edição

No Poster Aves da Amazonia, há uma novidade especial. Cinco convidados cederam graciosamente sete fotografias para engrandecer a obra:

Dalci Oliveira, com o seu charmoso Ferreirinho-de-sobrancelha (Todirostrum chrysocrotaphum), fez crescer a família Rhynchocyclidae, da qual faz parte o Caçula (Myiornis ecaudatus), um dos menores pássaros do mundo, com 6,5cm e 5g de peso.



Edson Endrigo enviou várias opções, das quais foram escolhidas duas magníficas: uma da família Galbulidae, a Ariramba-do-paraíso (Galbula dea), e a Saíra-ouro (Tangara schrankii), da família Thraupidae.


Edson Lopes presenteou a Reserva com dois belos Bucconidae, o Macuru-de-testa-branca (Notharchus hyperrhynchus) e o Rapazinho-de-colar (Bucco capensis) além de ter dado boas dicas durante a elaboração do Poster.


Gilberto Nascimento cedeu a graciosa Ararajuba (Guaruba guarouba), o Psittacidae que Helmuth Sick sugeriu, com grande sapiência, como símbolo de nosso país.


Thiago Laranjeiras, além da foto do raríssimo Thraupidae Fura-flor-grande (Diglossa major) com apenas cinco registros no Wikiaves, todos no Monte Roraima, contribuiu com a identificação de muitas espécies.



Inspiração para a cor de fundo no Poster da Amazônia. Sim, Tapajós! Foto Gabriela Giovanka

Como contribuir e adquirir este e os outros posters

Quando você adquire os posters da Reserva Rio das Furnas, contribui com a preservação e divulgação da avifauna, além de colaborar com as futuras expedições pelos biomas brasileiros.

Para adquirir o Poster Aves da Amazônia, você paga R$ 30,00 + R$ 5,40 de correio e recebe em todo Brasil.

Se você comprar dois posters, o valor fica em R$ 50,00 (R$ 25,00/cada) + R$ 7,00 de correio para todo Brasil.

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Se você já tem os dois posters anteriores (Aves da Floresta Atlântica e Aves do Pantanal) e quiser comprar somente o Aves da Amazônia, terá um desconto especial: R$ 25,00 + R$ 5,40 de correio para todo Brasil.

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Entre em contato pelo email riodasfurnas@gmail.com


Todos os posters têm exatamente a mesma medida: 50 x 70cm, papel couchê 250g e laminação fosca

A Expedição Amazônia

"Quem será o viajante do Século XXI? Em primeiro lugar há que esperar que sejam capazes de levar adiante o Pensar a Amazônia, a Pan-Amazônia, principalmente. Em segundo lugar, augura-se sejam iluminados e capazes de gestos de enorme generosidade, que não levem apenas belas fotos e histórias, e sejam capazes de ouvir e compreender, e sejam suficientemente provocadores e não meros deslumbrados e ilusionistas. E isso porque não há tempo para diletantismo, para o turismo pelo turismo, para a ventura hedonista, porque o avanço da fronteira pioneira precisa encontrar seu destino."
João Meirelles Filho - Grandes Expedições à Amazônia Brasileira - Século XX

2012 foi o ano da ansiosamente aguardada Expedição Amazônia, este "outro" Brasil que deveria ser respeitado e protegido. Sobre a Expedição, já publicamos alguns News em janeiro de 2013, tendo como fio condutor a Roda de Passarinho.

A Expedição resultou numa grande quantidade de fotos, videos e textos dos quase 80 dias e 13.000 quilômetros rodados com a bravíssima Toyota Bandeirante, apelidada de Toca de Ferro pelos amigos do povo Paiter Surui em Rondônia.

Chegou a hora de contar e ilustrar um pouco mais a experiência que possibilitou o contato com um Brasil desconhecido e a criação do poster Aves da Amazônia, com o qual pretendemos espalhar a cultura de nosso povo e a mensagem urgente de que é preciso conservar, proteger, conhecer, para incluir no mapa os 60% do Brasil Amazônico.

"Floresta sozinha é paisagem, quem dá vida à floresta é o homem."

Thiago de Mello


Gabriela e nossa casa sobre rodas na Vila Rayol, já em Itaituba (PA). Foto Renato Rizzaro

Da Reserva Rio das Furnas, em Santa Catarina, seguimos para Tibagí no Paraná onde fomos recebidos por um dos adotados da SPVS, Nicolaas e família, na também Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), Sonho Meu. Eles protegem uma belíssima área no canyon Guartelá que abriga algumas furnas com inscrições rupestres e formações geológicas com a mesma formação encontrada no Parque Estadual Vila Velha.


Sonho Meu, RPPN que protege parte do canyon Guartelá, no Paraná. Foto: Renato Rizzaro

Santa Fé do Sul, no Oeste paulista. Foto Renato Rizzaro


Dois dias de viagem e chegamos a Santa Fé do Sul, no extremo Noroeste de São Paulo. Dica de Alan Souza, através do Wikiaves.
Outros dois dias e paramos no Vale dos Sonhos (MT), orientados pelo amigo Renato Gama que nos levou direto ao Maurinho. Ficamos vários dias no Portal do Roncador, uma rara maravilha, com suas histórias e meandros.

Portal do Roncador: imponente e misterioso. Foto: Renato Rizzaro

Maurinho nos indicou Nova Xavantina (MT), uma das bases da Expedição Roncador/Xingú, que ganhou este nome em homenagem aos índios que habitavam a região. Lá, conhecemos Cocó, da família Rotta, que nos levou até algumas grutas com inscrições rupestres, sítios arqueológicos e nos apresentou ao Rio das Mortes, pelo qual tivemos o prazer de navegar.
Seguimos em direção ao Parque do Xingu pela BR-158 e, para nossa surpresa - e desencanto - tivemos que dar meia-volta em Água Boa, pois a estrada de acesso ao parque estava interditada, segundo a Polícia Rodoviária Federal, devido aos conflitos com indígenas.
Novamente, passamos na frente do Portal do Roncador e seguimos para Chapada dos Guimarães, via Primavera do Leste, pela BR-070.

Queimadas absurdas ardem Brasil afora. Nem tudo resiste...

Cruzamos a Chapada dos Guimarães em direção ao município de Alta Floresta (MT), pois tínhamos compromisso com Dona Vitória da Riva e queríamos muito conhecer a Reserva do Cristalino e a sua Fundação. Edson Endrigo nos colocou em contato com Dona Vitória durante o Avistar 2012. Ficamos quase uma semana, percorremos trilhas, torres e navegamos no rio Cristalino guiados por uma atenciosa equipe.

Filhote de Gavião-real (Harpia harpyja) nas terras da Fundação Cristalino, em Alta Floresta (MT). Foto Renato Rizzaro

Cristalino Lodge, todo o conforto no Portal da Floresta Amazônica. Foto Renato Rizzaro
Uirapuru (Cyphorhinus arada) fotografado na floresta protegida do Cristalino. Foto Renato Rizzaro

Próxima parada: Itaituba (PA). Na travessia da balsa, conhecemos o pessoal do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) que nos acompanhou até o escritório para obtermos autorização para entrar no Parque Nacional do Amazonas. Na manhã seguinte, fomos muito bem recebidos por Gilberto Nascimento e Enoc, que na época eram os bravos guerreiros que guardavam o parque. Tivemos visões magníficas da "selva" praticamente intocada, ou, antes de tudo protegida, de caçadores, madeireiros, garimpeiros e dos tais projetos de hidrelétricas absurdas que nem deveriam sair do papel. Uma agressão que não cabe no Século XXI e rende muita discussão até hoje. Veja matéria no portal ((o))eco.

Estrutura preparada para visitantes e pesquisadores no Parna do Amazonas, em Itaituba(PA). Foto Renato Rizzaro

No Parna Amazonas, à espera da Ararajuba com Gabi e Gilberto: não apareceram. Foto: Renato Rizzaro

Oficina lítica na beira do Rio Tapajós, no Parna do Amazonas: ameaçada pelas hidrelétricas. Foto Renato Rizzaro

Muitos de nossos contatos foram pela web e praticamente todos resultaram em grandes amizades, como Edson Lopes e Annelyse, que abriram sua casa em Alter do Chão (PA). Numa das saídas, caminhamos horas pelo istmo que dá um charme especial ao local, coroando de brancas areias o "caribe brasileiro", uma das mais belas praias de água doce do mundo! Edson nos acompanhou até Santarém e foi fundamental para nosso embarque Amazonas acima, rumo a Manaus.

Alter do Chão, o caribe brasileiro banhado pelo esplêndido Tapajós. Foto: Renato Rizzaro

Sanhaçu-da-amazonia (Tangara episcopus) banha-se no quintal do casal Edson e Annelyse. Foto Renato Rizzaro

Três dias de ferryboat nos revelaram um Amazonas mais vivo do que se possa imaginar. Botos cor-de-rosa rasgam a superfície de uma água barrenta, rica, cor de tudo quanto é solo que despenca das ribanceiras desse mar-doce-gigante.
Juntando-se aos isolados ribeirinhos, os aglomerados urbanos cortam a paisagem desde o limite da visão até apinharem-se na ribanceira. Aí, fica tudo triste, porque o lixo boia e empurra para dentro de nossos corações o que o intestino coletivo poderia transformar em húmus, alimento, em outra forma de vida, menos agressiva.

Para quem quer ir de um lado para outro do Amazonas: braços. Foto Renato Rizzaro

Cor de tudo quanto é jeito despenca das paredes do Amazonas, esse mar/rio tingido de solo. Foto: Renato Rizzaro

As ruas de Manaus transidas de biscateiros transformaram a Zona Franca num negócio-da-china. Quase ninguém sabe o que é HD externo, por exemplo. Ah, sim, tem o cinematográfico Teatro Amazonas, do Herzog, da Cláudia Cardinale e dos luxuosos ciclos da história do látex. Queríamos conhecer Figueiredo.

Apinhado na ribanceira, um Amazonas triste. Poderia ser muito diferente. Foto: Renato Rizzaro

Guiados pelo Gadelha fomos apresentados ao Galo-da-Serra, aparição que faz qualquer dedo tremer no disparador. Símbolo da floresta preservada, está cada vez mais raro, espremido pelas monoculturas, as tais que prometem salvar o mundo da fome, mas o que fazem é dissimular a capacidade que o ser humano tem de viver em sintonia com a Natureza. Atenção na palavra sintonia, ela pode salvar o Galo!

Frente a frente com uma dezena de Galos-da-serra em êxtase. Raios! Quem aguenta? Foto Renato Rizzaro

Renato Rizzaro e Gadelha saídos da arena do Galo-da-serra (Rupicola rupicola). Foto: Gabriela Giovanka

Caverna Maroaga, abrigo e ninho para a fêmea do Galo. Foto Renato Rizzaro



Pecado? Só do lado de lá. Foto Renato Rizzaro

Seguindo adiante, cruzamos a terra dos Waimiri-atroari, jogamos pião de tucumã, conhecemos a verdadeira história desse povo e fomos parar no Parque Nacional do Viruá, onde já foram registradas mais de 530 espécies de aves!
Vítor Piacentini fez a ponte com Thiago Laranjeiras, membro da equipe do Viruá. Thiago é fotógrafo, ornitólogo e carrega consigo uma tal caixa mágica de onde pode tirar, sem mais nem menos, qualquer ave que se queira. Exageros à parte, é profundo conhecedor da região.

Pretinho-do-igapó (Knipolegus poecilocercus) na Caixa de Surpresas do Thiago. Foto Renato Rizzaro


Ariranha na beira do igarapé da Estrada Perdida, Parque Viruá. Foto Renato Rizzaro

BR-174 abaixo e vamos cruzar o rio Solimões e passar pelo encontro das águas do Negro e Amazonas. Durante a travessia, conhecemos o casal que nos convidou para pousar em seu sítio à beira do rio Paraná do Mamori, em Careiro (AM). Gerson e Neide nos abriram a casa e o coração e nos proporcionaram uma experiência inesquecível, tanto por mostrar seu rincão, quanto por apresentar o Seu Roberval, que nos guiou até o ninhal de anhumas, onde pudemos ficar horas a observar casais aquecendo-se na manhã desdobrada em azuis rasgados por copas de samaúmas e castanheiras.
Sentíamo-nos pequenos e frágeis diante de tanta grandeza, com vontade de nos abrigarmos aos pés das árvores.
Por ali já está chegando o Programa Luz para Todos, do Governo Federal, atravessando grandes rios e levando o progresso aos mais distantes moradores. Alguns nem sabem o que é banheiro, muito menos tratamento de esgoto.

Rio Paraná do Mamori, experiência inesquecível entre gigantescas samaúmas e castanheiras. Foto Renato Rizzaro

E chegamos na BR-319, onde distâncias são medidas em torres da Embratel. Quer dizer, tudo fica perto, antes ou depois de uma torre, o que significa mais ou menos 50km. Alguns trechos foram percorridos em primeira marcha. Sobra tempo para prestar atenção aos buracos, pontes e banhar-se de igarapé e igapó. A primeira parada, já de noite, foi do "lado de cá" da balsa no rio Igapó-açu.

Os dois lados de Igapó-açu conectam a BR-319 por balsa. Foto Renato Rizzaro

Seu Antonio do Boto e Gabriela na BR-319. Foto Renato Rizzaro

Seu Antonio do Boto é o homem-natureza que encontramos do outro lado do rio. Fala com os animais, conversa com plantas, tem o espírito aberto e conta histórias dos tempos imemoriais do lugarejo, onde malucos perdidos atravessam de vez em quando, como dizem. Igapó-açu fica no meio do nada da BR-319, num trecho que já foi aeroporto e ainda é visitado por poucos caminhões de Manaus, em busca dos pescados capturados em longas viagens rio abaixo.

Seu Antonio do Boto e parte de sua grande família. Foto Renato Rizzaro

Na despedida, Seu Antonio nos falou de uma parada, duas ou três torres à frente, onde mora Dona Maria-do-vestidão, marido e seu filho Ismael. Uma nova aventura, dessa vez pelas trilhas abertas por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA e mantidas por ele e seu pai. Tivemos que aprender - na marra! - a nos equilibrar em paus roliços, fazendo a vez de pontes sobre emaranhados de igarapés e encantados pela conversa tímida e determinada de nosso desconfiado guia e griot Mael, protetor dos bichos da floresta.

Dona Maria e seu filho Mael. Foto Renato Rizzaro

Tantas torres além e chegamos ao Seu Paulo, que sonha voltar a morar ali mesmo na BR-319, com mulher e filha. Homem de poucas palavras, nos acolheu com um aperto de mão, à noitinha, ao lado da Ponte do Rio Novo. Nos banhamos à luz de lanterna, descansamos e no dia seguinte aprendemos a dobrar, cortar e montar as folhas do Babaçu (Orbignya speciosa), cobertura para a casa provisória da família. Seu Paulo conta que atearam fogo na sua primeira casa, num passado nebuloso.

O quarto da família na carroceria da camionete. Foto Renato Rizzaro
A alegria do banho de igarapé na 319. Foto Gabriela Giovanka

Paradas refrescam e descansam do volante, fazem refletir sobre a vida naquele pedaço de Amazonas onde só os fortes sobrevivem, com suas carabinas na garupa da bicicleta ou da moto, prontas para acertar onças, macacos, porcos, qualquer proteína que cruze seu caminho. Falam em proteção, em perigo, em bichos que abrem portas dos carros, sucuris engolidoras de gente, seres de outro mundo: fraqueza do desconhecido.

A estrada foi destruída, dizem, pelos donos das embarcações do Madeira. Foto Gabriela Giovanka

Caminhões carregados de troncos enormes próximos de Humaitá (AM) fizeram a tal fraqueza virar vileza e o barulho que havia ficado a 800 quilômetros de distância, na travessia do Solimões, cresceu assustadoramente na paisagem: máquinas atropelam gente, outra e outra e outra vez.

Mas - sempre tem um "mas" - Humaitá tem o melhor açaí do mundo, já nos avisara Guarim Liberato. Jornalista de Blumenau, mudou com a família para Porto Velho e de lá para Brasília, pois queria alcançar o centro febril de nosso Brasil. Com ele, iríamos conhecer Guajará-mirim, a Floresta Nacional do Jamari, navegar o rio Madeira, mas o seu trabalho na Capital não deixou, uma pena...

Fomos direto para Cacoal (RO). Indicados pelo Guarim, contatamos Ivaneide Bandeira Cardozo, da Associação Kanindé, que nos ligou com os Suruí. Batemos na casa do líder Almir Surui, pousamos na cidade e dia seguinte entramos na Terra Indígena Sete de Setembro. Estávamos prestes a finalizar nosso percurso pela Amazônia em tom maior!

Almir Surui nos concedeu uma grande entrevista. Ei-la:





























Almir Surui e Força Nacional em torno das Aves do Pantanal. Foto Renato Rizzaro

O retorno pelo Pantanal


Dali em diante, o roteiro ficaria aberto, pois já tínhamos cumprido nossa missão amazônica. Então, resolvemos relaxar e curtir o retorno à Reserva Rio das Furnas. Não sabíamos e nem esperávamos o que viria pela frente. Assim, chegamos a Poconé (MT) e dali entramos na Transpantaneira.

Dalci Oliveira na Transpantaneira. Foto Renato Rizzaro

Encontramos Dalci Oliveira na beira da estrada com uma turma de alunos. Dalci é professor/ornitólogo da Federal de Mato Grosso e havíamos trocado altos papos no Avistar 2012. Depois de um gostoso cafezinho debaixo de uma grande Piúva, seguimos até Porto Jofre, com o convite de passar na Chapada dos Guimarães na volta. Lá, conhecemos Márcio Trevisan, sua esposa Regina Deliberai Trevisan e seu filho Txai. Energia pura num encontro muito legal. Nos hospedamos na casa do casal e conhecemos um pouco da Chapada, com Dalci e família.

Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) na BR-419. Foto Renato Rizzaro


Estávamos com dezenas de posters das Aves do Pantanal para serem doados à Fundação Neotrópica. Marja Milano, Ciça, Anne e equipe nos esperavam em Bonito (MS). Então, rumamos para lá por um caminho encantado: saímos da BR-163 e entramos na BR-419 em Rio Verde, até Aquidauana.


Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) na chuva pra ficar mais bonito. Foto Renato Rizzaro

Em Bonito, passamos rapidamente, com tanta saudade de casa que nem deu tempo de rever nossos queridos amigos. Novamente, como em 2011, fomos abençoados com um pé d'água daqueles!
De Bonito para a Reserva Rio das Furnas, o caminho estaria traçado.


Agradecimentos

Alan Souza (Santa Fé do Sul - SP)
Aleixo Sapateiro e família (Humaitá - AM)
Almir Surui e família (Cacoal - RO)
Amilcar Oliveira (Ilha de Santa Catarina - SC)
Ana Cavalcante (Wikiaves)
Anselmo d'Afonseca (Manaus - AM)
Antonio do Boto e toda a vila de Igapó-açu - AM
Beato e familia, JA Auto Peças (Itaituba - PA)
Beatriz de Aquino Ribeiro Lisboa - ICMBio (Boa Vista - RR)
Chicoepab e equipe da Associação Metareilá (Cacoal - RO)
Cocó e família Rotta (Nova Xavantina - MT)
Christian Andretti (Wikiaves)
Dalci M M de Oliveira e família (Cuiabá - MT)
Dona Maria, Seu João e Ismael (BR319 - km300 -AM)
Ebenézer Souza Soares (Tibagi- PR)
Edson Endrigo (São Paulo - SP)
Edson Varga Lopes e Annelyse (Alter do Chão- PA)
Esmeralda e Comunidade da Vila Rayol (Itaituba - PA)
Fabiano Oliveira (Chapada dos Guimarães - MT)
Fábio Menezes de Carvalho (FLONA Tapajós - PA)
Flavio Kruger (SPVS)
Gerson e Neide (Careiro - AM)
Gil Serique (Alter do Chão - PA)
Gilberto Nascimento e Enoc (PARNA Amazonas - PA)
Guarim Liberato e família (Brasilia - DF)
Gadelha, o guia (Presidente Figueiredo - AM)
ICMBio Boa Vista - RO
ICMBio Itaituba - PA
Ingrid Macedo (Wikiaves)
Ivaneide Bandeira Cardozo - Associação Kanindé (Porto Velho - RO)
Izan Peterlle (Chapada dos Guimarães - MT)
Jarbas Mattos (Wikiaves)
Juliane Tavares (Presidente Figueiredo - AM)
Manoel Vicenti da Costa e família (BR174 - km76)
Márcio Trevisan e familia (Chapada dos Guimarães - MT)
Margi Moss (Brasília - DF)
Marja Milano, Ciça, Anne e equipe Fundação Neotrópica (Bonito - MS)
Maurinho do Roncador - MT
Milton Paula (Tocantins)
Nereu Surui (Professor da Escola Surui)
Nicolaas e familia - RPPN Sonho Meu (Tibagí - PR)
Pompeo Fotografias (São Paulo)
Renato Gama (Ilha de Santa Catarina)
Roberto Percinoto (Rio de Janeiro)
Robson Czaban (Manaus - AM)
Santana (PM de Manaus - AM)
Seu Paulo e Dona Graça (BR319 - Rio Novo - AM)
SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (PR)
Thiago Laranjeiras, Bia, Seu Iran, Branco e equipe (PARNA Viruá - RR)
Thop Midia - Produção agência de notícias (Alta Floresta - MT)
Vítor Piacentini (USP)
Vitoria Riva e equipe Cristalino (Alta Floresta - MT)